Pages

Tuesday, November 28, 2006

ChazZ

ChazZ

Muitas pessoas, preocupadas em definir categoricamente um estilo ou abordagem musical que lhe pareçam diferentes ou mais “abertas”, pecam rotulando de Jazz, muitas vezes a mais autêntica música brasileira já produzida! Incomodados com a visão um pouco equivocada que isso pode causar nas pessoas em geral e cansados de fugir de algo que não pára de correr atrás da gente, conceituamos um novo “rótulo” que soe como realmente soa a música que fazemos: nem choro, nem jazz, mas ao mesmo tempo os dois juntos, combinando inúmeras outras experiências musicais e sociais no processo de construção de um tema ou um arranjo musical e principalmente passando para o público a idéia desta fusão, mas também da desconstrução sonora e de parâmetros estéticos e formais na nossa criação musical.
O processo de arranjo já é feito há dois anos em grupo, ou seja: não há aquele que escreve as partes para os outros tocarem como foi o caso de todo o nosso 1º CD “Deixa Assim”. Neste 2º CD “Noves Fora”, resolvemos mudar a concepção de trabalho, até mesmo em função da mudança nos componentes do grupo, a instrumentação e a história de cada um ser diferente. Em vista disso as idéias caminham para outros lugares, hoje muito mais abertas e experimentais do que há dois anos atrás. Seguindo esse laboratório, após a experiência de compormos uma música Olinda/PE este ano durante uma temporada de shows na época do carnaval – música esta que entrou pro disco (a faixa número 3 chamada Tumaracá) – passamos a desenvolver os temas e idéias em conjunto nos ensaios abrindo uma porta para a liberdade de, por exemplo, tocar num momento um tema e num segundo momento, logo em seguida, tocá-lo caminhando para outro lado conforme as idéias forem surgindo no decorrer da performance podendo resultar, com o mesmo tema, uma nova música!
Além do mais o importante disso tudo não é manter, muito menos quebrar padrões estéticos ou formais, mas sim nos divertirmos enquanto ensaiamos e tocamos nos shows, pois acredito que somos muito egoístas e assim é muito melhor pra nós e pra nossa arte. Fazemos música para nós mesmos! O público participa se aproveitando desse nosso egoísmo, saboreando tudo que nossa liberdade pode dar-lhes de novo ou surpreendente em suas experiências e vivências com a musica, simplesmente por não pensarmos em fazer música para nosso público e sim público para nossa música.

Rafael Ferrari – Bandolim 10 cordas

1 comment:

.ronaldonoschang said...

HAHAHAHAHA

O andré moraes , não deve ter entregue o instrumento até hoje.
HAHAHA